Observa-se a tendência em dizer que “a aprendizagem não depende do método”, mas sim das estratégias utilizadas pelo professor. No entanto, há uma incoerência em alguns aspectos, visto que muitos professores declaram que alguns métodos funcionam mais que outros.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
aprender...
Para que se aprenda é necessário, antes de tudo, humildade. Não falo de humildade no sentido de aceitar tudo sem dar sua opinião, discordar ou concordar, mas no sentido mais essencial, ou seja, estar disposto a ouvir o que o outro tem a dizer. Se pensarmos um pouquinho no que o texto de Serves nos diz, ele fala à respeito dos retalhos que agregamos a nossa vida. Cada experiência é como um retalho a ser suturado a grande colcha que vamos construindo ao longo da caminhada. Além disso, estar disposto a ver, ouvir, participar, pressupõe que tudo e todos a nossa volta são riquíssimas contribuições. Cabe a nós tentarmos aproveitar o máximo de cada minuto do nosso PRESENTE. Sobretudo nós, como educadores, devemos sempre estar dispostos a agregar retalhos a nossa caminhada. Eu, por exemplo, faço questão de lembrar meus alunos do quanto aprendo com eles. Do quanto, a cada dia que passamos juntos, não sou mais a mesma pessoa que fui outrora. Aprendo a ser mais paciente, mais tolerante, menos impulsiva, enfim.
arquiteturas...
outro trecho do texto...
"programas e estratégias educacionais pensados como ferramentas didáticas sem sustentação em teorias curriculares interdisciplinares têm diminuta repercussão na formação dos professores e consequentemente na alteração das práticas escolares. O efeito mais comum das ferramentas didáticas sem o aporte teórico é o seu uso como receita ou como mais uma novidade, logo adiante descartável". Na escola na qual eu trabalhava muitas vezes eu chegava e encontrava vários cartazes com frases prontas, outros identificando problemas que os professores tinham em sala de aula, enfim... o fato é que nada mudava. E o mais interessante é que os professores do turno da tarde não eram convidados a participarem dessas reuniões. Por fim, os problemas em sala de aula continuavam, evidenciando o quão descartável essas ferramentas didáticas eram.
"programas e estratégias educacionais pensados como ferramentas didáticas sem sustentação em teorias curriculares interdisciplinares têm diminuta repercussão na formação dos professores e consequentemente na alteração das práticas escolares. O efeito mais comum das ferramentas didáticas sem o aporte teórico é o seu uso como receita ou como mais uma novidade, logo adiante descartável". Na escola na qual eu trabalhava muitas vezes eu chegava e encontrava vários cartazes com frases prontas, outros identificando problemas que os professores tinham em sala de aula, enfim... o fato é que nada mudava. E o mais interessante é que os professores do turno da tarde não eram convidados a participarem dessas reuniões. Por fim, os problemas em sala de aula continuavam, evidenciando o quão descartável essas ferramentas didáticas eram.
Sobre PA's...
Nos PAs o tema é levantado pelo aluno, o agente é o aluno, o professor é o problematizador, sendo que a curiosidade e o desejo dos aprendizes é o que move a construção do PA.
Digamos que estamos em nossas escolas, temos uma grade curricular a cumprir com conteúdos a serem abordados ao longo do ano letivo, o qual muitas vezes é curto para trabalharmos todos os conteúdos. Então, se o tema é levantado pelo aluno, esse tema poderá estar desvinculado com os conteúdos que precisamos trabalhar?
Não estou questionando o PA como instrumento de aprendizagem, pois acho de fundamental importância que os assuntos que trabalhamos em aula devam ser instigadores, que estimulem a curiosidade e o desejo dos aprendizes, mas minha preocupação é com o vínculo do tema escolhido pelos alunos aos conteúdos que precisamos trabalhar.
Digamos que estamos em nossas escolas, temos uma grade curricular a cumprir com conteúdos a serem abordados ao longo do ano letivo, o qual muitas vezes é curto para trabalharmos todos os conteúdos. Então, se o tema é levantado pelo aluno, esse tema poderá estar desvinculado com os conteúdos que precisamos trabalhar?
Não estou questionando o PA como instrumento de aprendizagem, pois acho de fundamental importância que os assuntos que trabalhamos em aula devam ser instigadores, que estimulem a curiosidade e o desejo dos aprendizes, mas minha preocupação é com o vínculo do tema escolhido pelos alunos aos conteúdos que precisamos trabalhar.
sobre o texto "Aprender com os Outros" - aprendizagem amorosa...
"[...] Fazer ciência, nesse caso, privilegia a objetividade, e a subjetividade acaba sendo descartada como algo que pode comprometer a exatidão científica. Esse modo de pensar se chama representacionismo [...]" (REAL, 2007). Ainda hoje, "fazer ciência" privilegia a objetividade. No entanto, há muito de subjetividade em nossas ações. O subjetivo e o intuitivo fazem parte do funcionamento da mente humana, ou seja, o racional e o intuitivo são modos complementares de funcionamento do pensamento humano. Segundo (CAPRA 1982, p. 35), "[...] o pensamento racional é linear, concentrado, analítico. Pertence ao domínio do intelecto, cuja função é discriminar, medir e classificar. Assim, o conhecimento racional tende a ser fragmentado. O conhecimento intuitivo, por outro lado, baseia-se numa experiência direta, não intelectual, da realidade, em decorrência de um estado ampliado de percepção consciente. Tende a ser sintetizador, holístico e não-linear [...]". Sendo assim, o que seria de nós se não fosse nossa intuição?? Nossa subjetividade, nosso modo representacionista de agir? Quem de nós, ao estarmos em contato com nossos alunos, muitas vezes acabamos agindo como mães, como psicólogas, como irmãs? É evidente o envolvimento que temos com aqueles com os quais convivemos. Para mim a emoção é, antes de tudo, o que me move, o que me faz querer melhorar como pessoa.
ainda sobre as arquiteturas...
Tendo em vista a Pedagogia da Incerteza, uma das ações que julgo de extrema importância é "Educar para a autonomia e a cooperação: Na educação para a autonomia e a cooperação, as situações de aprendizagem buscarão ativar a discussão de pontos de vista divergentes, em detrimento da pura repetição de idéias e crenças, porém auto-subordinados às regras do respeito mútuo e da cooperação".
A maior prova disso somos nós, alunas da PEAD. Constantemente somos colocadas à prova ao expormos nossos pontos de vista. Somos estimuladas a concordar ou não com ideias, fazendo com que possamos refletir sobre nossas convicções. E mais do que isso, aprendemos a respeitar e cooperarmos uns com os outros. Sejam em dúvidas, dificuldades e troca de experiências. Confesso que ao me deparar com um curso à distância me deparei com minha intransigência em não mudar a forma que eu pensava. Era muito individualista, faltando muita humildade em reconhecer minhas falhas. Hoje percebo a transformação pessoal e profissional que tive. Hoje a cooperação e o respeito mútuo também fazem parte do meu trabalho.
A maior prova disso somos nós, alunas da PEAD. Constantemente somos colocadas à prova ao expormos nossos pontos de vista. Somos estimuladas a concordar ou não com ideias, fazendo com que possamos refletir sobre nossas convicções. E mais do que isso, aprendemos a respeitar e cooperarmos uns com os outros. Sejam em dúvidas, dificuldades e troca de experiências. Confesso que ao me deparar com um curso à distância me deparei com minha intransigência em não mudar a forma que eu pensava. Era muito individualista, faltando muita humildade em reconhecer minhas falhas. Hoje percebo a transformação pessoal e profissional que tive. Hoje a cooperação e o respeito mútuo também fazem parte do meu trabalho.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Texto sobre "Arquiteturas Pedagógicas"...
Segundo o texto..."o currículo da sala de aula tradicional se assenta, prioritariamente, no material didático impresso que define o que e como ensinar" (Apple e Christian-Smith, 1991; Moreira, 2001). De fato o ensino tradicional ainda se apóia em um material didático impresso. A prova disso são as intermináveis listas de material escolar solicitadas a cada início de ano por algumas escolas, principalmente as particulares. Livros didáticos, que poderiam servir como um complemento, acabam direcionando todo o trabalho da disciplina em questão. Além disso, se a escola propõe um ensino transdisciplinar e coloca em sua lista de material vários livros, é de se duvidar.
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